
14.11.07
30.10.07
8.8.07
9.7.07
29.6.07
Certa vez houve um homem Comum,
como um homem qualquer
Jogou pelada descalço,
cresceu e formou-se em ter fé
Mas nele havia algo estranho,
lembrava ter vivido outra vez
Em outros mundos distantes,
e assim acreditando se fez
E acreditando em si mesmo
Tornou-se o mais sabio entre os seus,
E o povo pedindo milagres, chamava este homem de Deus
Ah! quantas ilusões
Nas luzes do arrebol
Quantos segredos terá?
E enquanto ele trabalhava, na sua tarefa escolhida
A multidão se aglomerava perguntando os segredos da vida
E ele falou simplesmente: destino é a gente que faz
Quem faz o destino é a gente, na mente de quem for capaz
E vendo o povo confuso, que terrível cada vez mais lhe seguiam
Fugiu para a floresta sozinho, para Deus perguntar para onde ia.
Mas foi sua própria voz que falou, seja feita a tua vontade
Siga seu próprio caminho, para ser feliz de verdade
E aquela voz foi ouvida por sobre morros e vales
Ante ao Messias de fato, que jamais quis ser adorado.
Raul Seixas
como um homem qualquer
Jogou pelada descalço,
cresceu e formou-se em ter fé
Mas nele havia algo estranho,
lembrava ter vivido outra vez
Em outros mundos distantes,
e assim acreditando se fez
E acreditando em si mesmo
Tornou-se o mais sabio entre os seus,
E o povo pedindo milagres, chamava este homem de Deus
Ah! quantas ilusões
Nas luzes do arrebol
Quantos segredos terá?
E enquanto ele trabalhava, na sua tarefa escolhida
A multidão se aglomerava perguntando os segredos da vida
E ele falou simplesmente: destino é a gente que faz
Quem faz o destino é a gente, na mente de quem for capaz
E vendo o povo confuso, que terrível cada vez mais lhe seguiam
Fugiu para a floresta sozinho, para Deus perguntar para onde ia.
Mas foi sua própria voz que falou, seja feita a tua vontade
Siga seu próprio caminho, para ser feliz de verdade
E aquela voz foi ouvida por sobre morros e vales
Ante ao Messias de fato, que jamais quis ser adorado.
Raul Seixas
13.6.07
19.3.07
8.3.07
Posse do Passado
Sei que perdi tantas coisas que não poderia contá-las e que essas perdições, agora, são o que é meu. Sei que perdi o amarelo e o negro e penso nessas impossíveis cores como não o pensam os que vêem. Meu pai morreu e está sempre ao meu lado. Quando quero escandir versos de Swinburne, o faço, me dizem, com sua voz. Só o que morreu é nosso, só é nosso o que perdemos. Ilion foi, mas Ilion perdura no hexâmetro que a carpe. Israel foi quando era uma antiga nostalgia. Todo poema, como o tempo, é uma elegia. Nossas são as mulheres que nos deixaram, já não sujeitos à véspera, que é naufrágio, e aos alarmes e terrores da esperança. Não há outros paraísos a não ser os paraísos perdidos.
Jorge Luis Borges ( do livro Os Conjurados )
Jorge Luis Borges ( do livro Os Conjurados )
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